PoderData: rejeição a Lula cresce e chega a 57% no início de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra no ano eleitoral com a maior parte da população desaprovando seu desempenho pessoal. Levantamento do instituto PoderData, divulgado no fim de janeiro de 2026, mostra que 57% dos brasileiros desaprovam a atuação do petista, enquanto apenas 34% o aprovam; outros 9% não sabem ou não responderam. O dado marca um recuo em relação a 2024, quando 50% rejeitavam o presidente e 39% o aprovavam, ampliando o saldo negativo entre aprovação e desaprovação de 11 para 23 pontos percentuais. cnnbrasil+3

O desempenho do governo federal, por sua vez, ainda é avaliado de forma ligeiramente melhor que a imagem pessoal de Lula. Segundo o mesmo levantamento, 53% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 41% a aprovam. A pesquisa indica que a insatisfação com o presidente cresce em ritmo mais acelerado do que a rejeição ao governo como um todo, o que reforça a ideia de que parte da resistência ao petista é mais pessoal do que institucional. gazetadopovo+2

Na divisão regional, a desaprovação se concentra em regiões historicamente mais críticas ao PT. No Centro‑Oeste, 69% dos entrevistados dizem desaprovar Lula, índice semelhante ao registrado no Sul (66%). Já no Nordeste, tradicional reduto eleitoral do partido, 46% aprovam o presidente e 45% o desaprovam, evidenciando um cenário de polarização. Entre as classes de renda, a rejeição é mais acentuada entre famílias com renda superior a cinco salários mínimos, onde quase sete em cada dez entrevistados desaprovam o petista. infomoney+1

Entre os homens, a desaprovação chega a 59%, enquanto entre as mulheres é de 54%. O grupo etário de 25 a 44 anos concentra boa parte da insatisfação, com cerca de 60% declarando desaprovação, o que reforça o desafio de Lula junto a um eleitorado jovem‑adulto mais urbano e conectado. A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios de todas as unidades da Federação entre 24 e 26 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. poder360+2

Para analistas políticos, o cenário coloca o presidente em posição de fragilidade no início de um ano em que deve disputar um quarto mandato, exigindo ajustes de discurso e de agenda para tentar frear o desgaste. Ainda assim, a base de apoio consolidada em regiões como o Nordeste e entre setores de menor renda mantém o PT competitivo, ainda que com um patamar de rejeição que complica qualquer estratégia de ampliação de votos. gazetadopovo+2

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