Dólar a R$ 5,46 e Bolsa em queda: Lula lidera Quaest e Copom conservador


O Ibovespa registrou movimentos intensos nos últimos dias, superando os 162 mil pontos na segunda-feira (15/12/2025) antes de recuar abaixo de 160 mil na terça (16/12), refletindo volatilidade impulsionada por dados econômicos domésticos e decisões monetárias. Na segunda, o principal índice da B3 avançou 1,07%, fechando em 162.482 pontos, o maior patamar desde novembro, graças à divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que apontou queda de 0,2% em outubro ante setembro. Esse indicador, considerado uma prévia do PIB, reforçou apostas de analistas em um corte na Selic já em janeiro de 2026, migrando fluxos de investidores de renda fixa para ações e recuperando cerca de metade das perdas acumuladas no mês (-3,5% até então). Setores como bancos (Itaú +2,1%, Bradesco +1,8%) e varejo (Magazine Luiza +4,2%) lideraram os ganhos, enquanto commodities como Petrobras (-0,5%) pesaram menos.perplexity+1
Na terça, o cenário inverteu drasticamente: o Ibovespa despencou 2,42%, para 158.558 pontos, rompendo o suporte psicológico de 160 mil e ampliando as perdas semanais para 1,8%. A virada foi precipitada pela ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada pela manhã, que adotou tom conservador ao destacar inflação persistente nas expectativas de longo prazo (acima de 4,5%), mercado de trabalho aquecido e riscos fiscais elevados. O comitê sinalizou manutenção da Selic em 15% por período prolongado, frustrando expectativas de afrouxamento iminente e elevando o prêmio de risco dos ativos brasileiros. Pesa também a pesquisa Quaest, publicada no mesmo dia, mostrando Lula à frente com 46% das intenções de voto para 2026 contra 36% de Flávio Bolsonaro, gerando aversão ao risco em um contexto eleitoral polarizado. Volume negociado superou R$ 25 bilhões, com giro para o dólar.gazetadopovo
No câmbio, o dólar oscilou entre R$ 5,423 (+0,23% na segunda) e R$ 5,4624 (+0,73% na terça), pressionado por remessas recordes de lucros de multinacionais (US$ 10 bi em novembro), queda no petróleo Brent (-1,2%) e payroll americano forte (64 mil vagas criadas vs. 50 mil esperadas), que adia cortes no FedFunds (probabilidade caiu para 65% em março). O real acumula desvalorização de 12,25% no ano, enquanto o Ibovespa sobe 35,08%, beneficiado por fluxo estrangeiro de R$ 2,5 bi na semana. Analistas do XP e BTG preveem suporte em 155 mil pontos para o índice, com foco na inflação de novembro (divulgada dia 10) e negociações fiscais no Congresso. Esse vaivém reforça a dependência do mercado de sinais do BC em meio a juros altos e incertezas globais.perplexity+1
Assessoria Cidadão Alerta
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