El Niño se fortalece e exige preparação para chuvas intensas, calor e outros eventos extremos

O El Niño está novamente no centro das atenções meteorológicas. Dados divulgados em setembro de 2026 pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmam que o fenômeno está em fortalecimento. O órgão aponta probabilidade superior a 90% de que o evento alcance intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. Para o trimestre de outubro a dezembro, há 75% de possibilidade de um episódio de intensidade histórica, considerando os registros iniciados em 1950.

O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal e provocam mudanças na circulação da atmosfera. Em agosto, a temperatura na região central do Pacífico usada como referência para o monitoramento ficou 1,8°C acima da média. Em áreas mais próximas à costa da América do Sul, as anomalias chegaram a 3,4°C. A Organização Meteorológica Mundial também considera praticamente certa a permanência do El Niño até fevereiro de 2027.

Isso não significa que todos os municípios enfrentarão os mesmos problemas. O El Niño altera as probabilidades de chuva e temperatura, mas não permite prever isoladamente cada temporal, estiagem ou onda de calor. No Sul do Brasil, o fenômeno costuma favorecer períodos mais chuvosos e aumentar o risco de tempestades, enchentes, alagamentos, vendavais e deslizamentos. Outras regiões podem registrar calor mais intenso, baixa umidade ou redução das chuvas. A intensidade e a localização dos eventos dependem também de frentes frias, relevo e condições atmosféricas locais.

Como se proteger
A principal orientação é acompanhar diariamente os avisos do Instituto Nacional de Meteorologia e da Defesa Civil. O cidadão pode receber alertas gratuitamente pelo celular, enviando uma mensagem de texto com o CEP de sua residência para o número 40199. As comunicações oficiais devem ser levadas a sério, especialmente quando recomendarem evacuação preventiva.

Durante tempestades, evite permanecer em áreas abertas, debaixo de árvores, próximo a postes ou estruturas metálicas. Não atravesse ruas alagadas, nem a pé nem de carro: a correnteza pode derrubar pessoas e arrastar veículos. Quem mora perto de rios, encostas ou locais com histórico de inundação deve separar documentos, medicamentos, água, alimentos e roupas em uma mochila de emergência.

Em caso de enchente, não consuma água ou alimentos que tenham entrado em contato com a inundação. A água contaminada pode transmitir leptospirose, hepatite A e doenças diarreicas. Também há risco de acidentes com animais peçonhentos. Depois do contato com lama ou água de enchente, sintomas como febre, dor de cabeça, vômitos, diarreia e dores musculares exigem avaliação em uma unidade de saúde.

Nos períodos de calor intenso, é importante beber água regularmente, evitar atividades físicas e exposição ao sol nos horários mais quentes, usar roupas leves e manter os ambientes ventilados. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com deficiência e pacientes com doenças cardíacas, respiratórias ou renais precisam de atenção especial. Tontura, confusão mental, desmaio, fraqueza intensa e pele muito quente são sinais de emergência.

Onde procurar ajuda
Em situações de risco imediato, a população deve ligar para a Defesa Civil, pelo número 199, ou para o Corpo de Bombeiros, pelo 193. Emergências médicas devem ser comunicadas ao Samu, pelo 192. Pessoas desalojadas, sem alimentos, roupas ou condições de permanecer em casa podem procurar a Defesa Civil municipal, os abrigos indicados pelo município ou as unidades da assistência social, como o CRAS.

O Sistema Único de Assistência Social prevê proteção e atendimento às famílias atingidas por emergências e calamidades, incluindo acolhimento provisório e apoio com alimentação, vestuário e outras necessidades básicas. A prevenção começa pela informação: acompanhar os alertas e seguir as determinações das autoridades pode evitar perdas materiais e, principalmente, salvar vidas.

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Assessoria Cidadão Alerta/Imagem gerada por IA

FONTES
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/enchentes
https://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/analysis_monitoring/enso/roni/probabilities/
https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/calamidades-publicas-e-emergencias
https://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/analysis_monitoring/enso_advisory/ensodisc.html
https://wmo.int/media/news/el-nino-set-become-very-strong-raising-risks-of-extreme-weather-2027