Imposto de Renda 2026: como declarar corretamente despesas médicas

A declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos rendimentos de 2025, exige atenção especial dos contribuintes no registro das despesas médicas, uma das principais formas de dedução e, ao mesmo tempo, uma das maiores causas de retenção na malha fina. Dados e orientações da Receita Federal indicam que inconsistências nesse campo seguem entre os erros mais recorrentes nas declarações.

Os gastos com saúde continuam sendo dedutíveis sem limite de valor, o que pode reduzir o imposto a pagar ou ampliar a restituição. No entanto, a dedução só é válida quando as despesas são corretamente informadas e acompanhadas de documentação idônea.

O que pode e o que não pode ser deduzido
Podem ser declaradas despesas com consultas médicas, tratamentos odontológicos, exames laboratoriais, internações hospitalares, cirurgias, além de atendimentos psicológicos, fisioterapia e planos de saúde. Também entram na lista próteses, aparelhos ortopédicos e procedimentos médicos, inclusive cirurgias estéticas com finalidade comprovada.

Por outro lado, a Receita Federal não permite a dedução de medicamentos comprados em farmácia fora de internação, despesas com acompanhantes, gastos com transporte ou hospedagem para tratamento, nem serviços prestados por profissionais não reconhecidos como da área médica para fins fiscais. A inclusão desses itens indevidos é uma das principais causas de inconsistência.

A Receita Federal, por meio do canal oficial no YouTube, divulga conteúdos explicativos sobre temas como Imposto de Renda, reforma tributária, nota fiscal eletrônica e serviços digitais. Além disso, as transmissões ao vivo de anúncios oficiais, como as regras do Imposto de Renda, permitem que cidadãos acompanhem em tempo real decisões que afetam diretamente seus direitos e obrigações fiscais .

Canal oficial da Receita Federal no YouTube: https://www.youtube.com/@TVReceitaFederal

Como declarar e evitar a malha fina
As despesas devem ser informadas na ficha “Pagamentos Efetuados”, com identificação completa do prestador de serviço (nome e CPF ou CNPJ), além do valor pago. Em casos de reembolso por plano de saúde, apenas a quantia efetivamente desembolsada pelo contribuinte pode ser deduzida.

A dedução só é possível no modelo completo da declaração. Já no modelo simplificado, o contribuinte opta por um desconto padrão, abrindo mão dessas deduções específicas.

A Receita Federal intensificou o cruzamento de dados com clínicas, hospitais e operadoras de saúde, o que torna essencial a consistência das informações. Recomenda-se manter recibos, notas fiscais e informes por pelo menos cinco anos, período em que a declaração pode ser revisada.

Despesas médicas de dependentes podem ser incluídas, desde que estejam devidamente registrados na declaração. Já gastos com terceiros ou familiares que declaram separadamente não são aceitos. Em casos de pensão alimentícia, a dedução depende de previsão judicial.

Especialistas apontam que, embora as despesas médicas possam aumentar significativamente a restituição, também lideram os motivos que levam os contribuintes à malha fina. O cuidado no preenchimento e a organização da documentação são determinantes para evitar problemas com o Fisco.

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Assessoria Cidadão Alerta

FONTES
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/imposto-de-renda/dirpf
https://www.gazetadopovo.com.br/economia/plano-de-saude-e-dedutivel-no-irpf-2026-veja-limites-e-regras/
https://www.contabeis.com.br/noticias/75689/irpf-2026-comeca-ja-na-segunda-feira-23-veja-erros-mais-comuns-que-levam-a-malha-fina/
https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/marco/receita-federal-anuncia-regras-para-declaracao-do-imposto-de-renda-da-pessoa-fisica-2026