Segurança, saúde, inflação, educação e emprego definem agenda eleitoral de 2026

Uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada no início de fevereiro de 2026, revela que a segurança pública lidera como a principal preocupação dos brasileiros, citada por 22,2% dos entrevistados, seguida pela saúde, com 20,1% das menções. Na sequência aparecem a inflação e o preço dos produtos (15,9%), a educação pública (13,8%) e a geração de emprego e renda (9,4%), o que desenha um quadro de insatisfação generalizada com serviços básicos e com a estabilidade econômica do país. A criminalidade e a sensação de insegurança predominam como problema central em praticamente todos os segmentos da população, atravessando faixas etárias, gêneros e níveis de escolaridade.cnnbrasil+5

A pesquisa, realizada entre 25 e 28 de janeiro com 2.080 eleitores em 160 municípios de todos os Estados e do Distrito Federal, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR‑08254/2026, o que reforça sua relevância para o debate político. Segundo os dados, a segurança pública é o tema mais citado entre homens (25,1%), enquanto para as mulheres a saúde pública aparece em primeiro lugar (23,7%), ainda que a segurança também figure em segundo lugar, com 19,7%. Entre eleitores com ensino superior, a segurança (25,7%) e a educação (22,1%) são os itens mais apontados, enquanto entre os que têm ensino fundamental a saúde pública lidera (24,2%), mostrando que o peso relativo desses problemas varia conforme perfil socioeconômico.poder360+3

Regionalmente, a segurança pública é o maior problema citado no Sudeste (23,7%) e no Nordeste (22,7%), enquanto no Norte e no Centro‑Oeste a saúde pública aparece à frente (22,3%), com inflação em alta (19,2%). No Sul, segurança (20,9%) e inflação (19,6%) dividem o topo das preocupações, evidenciando que, embora o medo da violência seja quase universal, o custo de vida e a qualidade dos serviços públicos ganham peso diferenciado conforme a região. Em termos de idade, a segurança pública lidera entre jovens de 16 a 24 anos (23,4%) e entre eleitores de 60 anos ou mais (23,9%), o que indica que tanto quem está entrando no mercado de trabalho quanto quem já está aposentado vê a criminalidade como um problema estrutural e não passageiro.bahianoticias+2

Faltando oito meses para as eleições federais e estaduais de 2026, esse cenário de preocupação generalizada com segurança, saúde, inflação, educação e emprego cria um ambiente político altamente sensível. Partidos e candidatos tendem a ser avaliados, cada vez mais, pela capacidade de apresentar propostas concretas para reduzir a violência, melhorar o atendimento médico, controlar os preços e ampliar oportunidades de trabalho, sobretudo em um contexto em que a percepção de que a segurança piorou no governo federal aparece em outras pesquisas como um dado recorrente. Em outras palavras, a agenda eleitoral de 2026 será fortemente moldada por essas cinco demandas, com a segurança pública funcionando como o eixo central em torno do qual se articulam debates sobre justiça, polícia, investimento social e políticas econômicas.exame+5

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