Fuga recorde de capital: Brasil perde 1.200 milionários e US$ 8,4 bi em 2025

A perda de 1.200 milionários no Brasil em 2025, conforme relatório da consultoria Henley &Partners em parceria com a New World Wealth, representa a maior evasão de alta renda na América Latina e a sexta maior no mundo. Esses indivíduos, classificados como HNWI (high-net-worthindividuals) com patrimônio líquido acima de US$ 1 milhão, levaram consigo cerca de US$ 8,4 bilhões (equivalente a R$ 46 bilhões na cotação da época), configurando uma fuga recorde de capital privado. O fenômeno marca um aumento de 50% em relação a 2024, quando 800 milionários saíram, sinalizando uma aceleração preocupante.[youtube]​bloomberglinea+4

Causas da migração de riqueza

Os principais drivers incluem insegurança pública crônica, instabilidade política e econômica, além de uma carga tributária elevada e imprevisível. No Brasil, reformas fiscais em discussão, flutuações cambiais intensas e deterioração da qualidade de vida impulsionam essa decisão, com os ricos sendo os “primeiros a reagir” a sinais de risco. A conjuntura latino-americana agrava o quadro: México e Colômbia perderam 150 cada, Argentina 100, em meio a incertezas geopolíticas regionais. Globalmente, o relatório destaca 142 mil milionários em movimento em 2025, recorde histórico, com o Reino Unido liderando perdas (16.500).bloomberglinea+4

Destinos preferidos e estratégias

Brasileiros optam por jurisdições estáveis e fiscalmente atrativas: EUA (especialmente Flórida), Portugal (via Golden Visa), Ilhas Cayman, Costa Rica e Panamá lideram. Esses locais oferecem segurança, planejamento sucessório eficiente e regimes tributários favoráveis, contrastando com o Brasil. Programas de residência por investimento facilitam a transição, transferindo não só pessoas, mas expertise e redes empresariais.inspirednews+3[youtube]​

Impactos econômicos e sociais

Para o Brasil, a saída drena investimentos diretos, reduz receitas fiscais de alto poder aquisitivo e sinaliza alerta para competitividade. Essa riqueza poderia impulsionar negócios locais, mas migra para destinos receptores, elevando seus mercados imobiliários e cambiais. Socialmente, reforça desigualdades: enquanto bilionários regionais crescem (109 na América Latina em 2025, per Oxfam), o êxodo aprofunda percepção de declínio. Em 2026, projeções indicam continuidade similar, com risco de escalada se reformas não avançarem.infomoney+1

Perspectivas para o futuro

O fenômeno não é exclusivo do Brasil – China, Índia e Rússia também perdem fortunas –, mas contrasta com influxos em UAE, EUA e Itália. Para reverter, o país precisa de estabilidade macro, segurança e incentivos a investimentos, como o revivido “golden visa” brasileiro, que capta frações mínimas comparadas à perda. Henley alerta: migrações assim são “o maior transferência voluntária de capital privado da história moderna”, demandando políticas proativas para retenção de talentos e riqueza. No longo prazo, isso afeta crescimento, inovação e atratividade global do Brasil.prnewswire

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