Assinado o maior acordo comercial do mundo em Assunção entre o Mercosul e a UE


O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia foi assinado em 17 de janeiro de 2026 em Assunção (Paraguai), após 25-26 anos de negociações, criando a maior zona de livre comércio do mundo com 720 milhões de pessoas e PIB acima de US$ 22 trilhões. Ele prevê eliminação gradual de tarifas em mais de 90% do comércio bilateral, beneficiando especialmente agro e indústria brasileiros (tarifa zero para ~5 mil produtos na UE ao longo de 15 anos), com salvaguardas para setores sensíveis, regras ambientais vinculantes e cotas para importações.[g1.globo]
Protagonismo de Javier Milei
Javier Milei (Argentina) destacou-se na cerimônia, chamando o acordo de “o feito mais importante na história do Mercosul” e defendendo implementação sem restrições adicionais, posicionando-se como impulsionador pragmático do bloco. Como presidente da Argentina, Milei priorizou negociações comerciais agressivas, contrastando com ideologia liberal e pressionando por avanços rápidos, inclusive em eventos prévios do Mercosul. Sua presença física em Assunção, ao lado de Santiago Peña (Paraguai), Yamandú Orsi (Uruguai) e Rodrigo Paz (Bolívia), reforçou imagem de líder proativo na integração sul-americana.[g1.globo]
Afastamento de Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva foi o único presidente do Mercosul ausente na assinatura, representado pelo chanceler Mauro Vieira, optando por encontro próprio com Ursula von der Leyen e António Costa no Rio de Janeiro (16/01) para “foto da vitória” e discursos sobre multilateralismo. Seu entorno interpreta a ausência como estratégia para evitar dividir palanque com Milei (relação protocolar e distante, marcada por divergências como Venezuela) e reforçar protagonismo brasileiro internamente, explorando imagens para eleições de 2026. Apesar da ausência, Peña e von der Leyen elogiaram Lula como “fundamental” nas negociações, e o Brasil domina o comércio (82% das exportações Mercosul-UE).[cnnbrasil.com]
Próximos passos e impactos
O texto aguarda ratificação pelo Parlamento Europeu e congressos nacionais do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai), com possível aplicação provisória da parte comercial no 2º semestre de 2026 e implementação gradual. Benefícios para o Brasil incluem +US$ 7 bi em exportações, mas enfrenta resistências europeias (França, Polônia) por agricultura e ambiente, com salvaguardas contra desmatamento e Acordo de Paris. O acordo ocorre em contexto de tensões globais, fortalecendo laços UE-Mercosul contra protecionismo.[agenciabrasil.ebc.com]
Comparação Argentina vs Brasil em 2025: Austeridade de Milei Vence Intervencionismo de Lula nas Contas Públicas
Em 2025, o governo de Javier Milei na Argentina priorizou austeridade fiscal e reformas liberais, alcançando superávit orçamentário pelo segundo ano consecutivo, enquanto o governo de Lula no Brasil enfrentou déficits fiscais persistentes apesar de crescimento econômico moderado. A inflação argentina caiu drasticamente para 31,5%, a menor desde 2017, contrastando com a inflação brasileira de 4,26%, dentro da meta mas com juros elevados em 15%.[agenciabrasil.ebc.com]
Indicadores Econômicos:
| Indicador | Argentina (Milei) | Brasil (Lula) |
| Crescimento GDP | ~4-5% (projeções e Q3: 3,3%) [veja.abril.com] | ~2,4% [agenciabrasil.ebc.com] |
| Inflação anual | 31,5% | 4,26% [agenciabrasil.ebc.com] |
| Balança fiscal | Superávit primário 1,4% do PIB; fiscal 0,2% [batimes.com] | Déficit ~R$20bi [cnnbrasil.com] |
| Desemprego | 6,6% (Q3) [tradingeconomics] | 5,2% (recorde baixo) [tradingeconomics] |
Milei reduziu a inflação de 211% em 2023 para níveis controlados via cortes de gastos, mas com perda inicial de poder de compra. Lula manteve crescimento e emprego baixo, mas enfrentou pressões fiscais e desvalorização do real.[globalpolicywatch]
Políticas Fiscais
Milei implementou “choque de austeridade”, cortando despesas públicas e alcançando o primeiro superávit em 14 anos inicialmente, estendido em 2025. Lula buscou um arcabouço fiscal, mas registrou déficits consecutivos, adiando reformas por receio político.[batimes.com]
Abordagens Políticas
Milei adotou modelo liberal radical, com desregulamentação e privatizações, elevando aprovação apesar de custos sociais iniciais. Lula priorizou gastos sociais e intervenção estatal, resultando em aprovação similar (~49-50%) mas com críticas por instabilidade fiscal.[crusoe.com]
Assessoria Cidadão Alerta