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MAIS REFLEXÕES SOBRE BRUMADINHO - PARTE III


publicada em 01 de março de 2019



 

 1) Quais os reais prejuízos para o meio ambiente, 

a saúde dos moradores e as atividades econômicas?

 

Decorrido mais de um mês após a catástrofe, além das perdas de membros da família, amigos e companheiros de trabalho, os moradores da região precisam lidar com as consequências do mar de lama que abrangeu suas casas, local de trabalho e a fonte de renda, como a pesca, agricultura e pecuária. 

 

O rio Paraopeba definia o modo de vida da população local, onde a qualidade da água era fator determinante de subsistência. O fornecimento de água pelos mais variados meios tem sido insuficiente e se traduz em fuga de recursos que, por enquanto, a estação das chuvas minimiza. Ninguém sabe responder se, e por quanto tempo, as águas do rio permanecerão inviáveis para a proliferação de peixes e uso para animais e plantações. 

 

As medidas adotadas até agora, como a contenção dos resíduos por membranas, tem claramente se mostrado ineficientes para que a turbidez da água se aproxime de níveis aceitáveis. Em um relatório preliminar já divulgado, organizações de controle ambiental, como a SOS Mata Atlântica, IBAMA e outros, se mostraram alarmados com as condições verificadas ao longo rio, como ausência completa de sinais de vida ao longo de pelo menos 305 km analisados, com repercussões para pelo menos dez municípios. 

 

De posse desses dados, a serem apresentados brevemente, a sociedade aguarda que haja a mobilização de recursos efetivos para reparar de forma abrangente os danos já sofridos e os que ainda se manterão por um período indeterminado.

 

E para saber mais:

 

Responsabilidade ambiental e a tragédia de Brumadinho

 

2) O que estamos fazendo como cidadãos, para

evitar novas ocorrências? 

A sociedade, sensibilizada pela tragédia em Brumadinho, reagiu prontamente, proporcionando apoio moral e material aos atingidos. No entanto, para que tais ações provoquem efeitos consistentes e duradouros, capazes de mudar o curso dos acontecimentos, precisam ser canalizadas de forma eficiente para os agentes capazes de efetivar mudanças. A constância e a união de pessoas que compartilham dos mesmos objetivos, estabelecendo organizações atuantes, é uma forma efetiva de exercer a cidadania, como ocorre em sociedades mais maduras. 

 

Nos últimos anos temos assistido a inovações que possibilitam maior participação do cidadão na gestão pública, como sistemas administrativos que incluem conselhos, ONGs, universidades e outras formas de representação; assim como assistimos a atuação da SOS Mata Atlântica na análise do dano ambiental em Brumadinho. 

 

Na mídia social, as coletas de assinaturas vem se firmando como uma forma de consolidar a expressão da vontade popular, ao mesmo tempo em que alcançam facilmente os setores responsáveis por efetivar as ações. Na atuação como cidadãos atentos e participativos, é possível escolher caminhos para contribuir na defesa de causas como a de Brumadinho, na missão de construir uma nação mais justa e igualitária.

 

E para saber mais:

“recuperação “ do rio pela Vale

g1.globo.com/globonews





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